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Casa de Caboclo

Eduardo Costa

Trinimanda 17 Eduardo Costa Casa de Caboclo
[Intro]



Seja bem vindo nessa casa de caboclo
O que eu tenho é muito pouco

Aqui neste fim de estrada
Tem um ditado aqui em nosso recanto
Que o pouco com Deus é muito

E o muito sem Deus é nada
Não repare minha estrada esburacada

Ela é trilha de boiada

Ela é rota de tropeiro

Quando chove é uma lama grudadera

Quando é sol vira poera

Parecendo um fumaceiro


Seu carro moço é o primeiro que aparece

Meu cachorro não conhece

Nunca viu um trem assim

Pode até parecer surpresa pro senhor

Mais o progresso passou

E acho que esqueceu de mim


A minha água vem da fonte não tem cano
Café cuado no pano

Meu açucar é rapadura
Mais é da boa feita de cana caiana
O melado dessa cana

Adoça qualquer margura
Se o senhor não tá com pressa eu vou mandar

Minha veia preparar

Em franguinho com quiabo

Aqui na roça eu não tenho o tal do Whisky

Para abrir o apetite

Eu vou buscar um esquenta rabo


Seu carro moço é o primeiro que aparece

Meu cachorro não conhece

Nunca viu um trem assim

Pode até parecer surpresa pro senhor

Mais o progresso passou

E acho que esqueceu de mim


Agora que a gente já forro o peito
Se quiser eu dô um jeito

Pro senhor fazer o quilo
Não se preocupe não tem barulho de nada
Aqui na minha morada

É só passarinho e grilo
Tem uma coisa que eu vou pedir pro senhor

Pra me fazer um favor

Na hora que for embora

Feche a porteira que me serve de escudo

Para proteger o meu mundo

Desse mundo lá de fora


Seu carro moço é o primeiro que aparece

Meu cachorro não conhece

Nunca viu um trem assim

Pode até parecer surpresa pro senhor

Mais o progresso passou

E acho que esqueceu de mim

Seu carro moço é o primeiro que aparece

Meu cachorro não conhece

Nunca viu um trem assim

Pode até parecer surpresa pro senhor

Mais o progresso passou

E acho que esqueceu de mim

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