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Sede dos Marujos

Ivan Lins

erueda 1,078 Ivan Lins Sede dos Marujos

Se amavam
Com a sede dos marujos
Lavando os olhos sujos
De mar e de embarcações

Se devoravam com a fome dos presídios
Com a festa dos sentidos
Guardados em seus porões

O amor cheio de gula
Desvairado e febril
Como a gente nunca viu

O amor cheio de fúria
Tão selvagem que por mim
Condenava a não ter fim...

Se adoravam
Mas tanto, tanto, tanto
Que eu já não me espanto
De um dia te amar assim

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