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Luar do Sertão

Luiz Gonzaga

MiraMa 4 Luiz Gonzaga Luar do Sertão

Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão

Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão


Oh que saudade do luar da minha terra

Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão

Este luar cá da cidade, tão escuro

Não tem aquela saudade do luar lá do sertão


Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão

Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão


Se a lua nasce por detrás da verde mata

Mais parece um sol de prata prateando a solidão

E a gente pega na viola que ponteia

E a canção é a lua cheia a nos nascer do coração


Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão

Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão


Coisa mais bela neste mundo não existe

Do que ouvir-se um galo triste no sertão, se faz luar

Parece até que a alma da lua é que descanta

Escondida na garganta desse galo a soluçar


Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão

Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão


Ah, quem me dera que eu morrese lá na serra

Abraçado à minha terra e dormindo de uma vez

Ser enterrado numa grota pequenina

Onde à tarde a sururina chora a sua viu-vez


Não há, oh gente oh não

Luar como esse do ser-tão

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