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Dama do Lugar Comum

Oswaldo Montenegro

Eliezer 21 Oswaldo Montenegro Dama do Lugar Comum

Era como anúncio de shampoo

Era vitrine como submersa luminosidade de cristal

Ela entrou no Shaikka, disse alô, pediu café

E disse olha gente eu sempre fico triste no Natal

Era a deusa do lugar comum

E sempre repetia as frases mais batidas como coisa genial

Um por todos e todos por um

Quem não arrisca não petisca e brincava de odalisca o carnaval


Só ia ao cinema aos domingos, sua avó jogava bingo

E ela achava que hoje o mundo anda mal

Adorava o Relógio das Flores que rimava com amores

Quando poetava no colegial

Era a deusa do lugar comum

E achava que homem nenhum era perfeito como Deus e coisa e tal

Andorinha só não faz verão

Quando um não quer, dois brigam não

E ter dois pássaros na mão é imoral


Hoje, eleita Miss Curitiba

Ela dedica pra ti, mamãe, e pro papai seu dia mais legal

Mas ora meu Deus, recusa o trono

Pra casar, trocar de dono e agradece, mas não faz comercial

Era a deusa do lugar comum

E sempre repetia as frases mais batidas como coisa genial

Andorinha só não faz verão

Quando um não quer, dois brigam não

E ter dois pássaros na mão é imoral

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