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Herança

Porca Véia

Felicja 13 Porca Véia Herança

Sou rancho beira-estrada,feito de leiva e capim

Sou nota de uma esperança na garganta de um clarim

Sou alma de peão de estância ,cantando dentro de min;

Sou alma de peão de estância ,cantando dentro de min;


Sou sobra de muitas guerras,sou pátria na cor dos panos

Sou flete que traz basteiras de arreios republicanos

Sou vento,chuva e mormaço,sou cerno de muitos anos;

Sou vento,chuva e mormaço,sou cerno de muitos anos;


Sou grito do quero-quero,ronda de muitas manhãs

Sou fralda de alguma varzea,na garganta dos tajãs

Sou noite de pirilampos,sou canto triste das rãs;

Sou noite de pirilampos,sou canto triste das rãs;


Sou rangido da cancela,na beira do corredor

Sou peão repontando a tropa,no estalo do arreador

Sou mão que joga e que canta,seus trinta e oito de flor

Sou mão que joga e que canta,seus trinta e oito de flor


Sou pregão de quitandeiro,vendendo doce e pastel

Sou mugido de boi manso,sou relincho sou tropel

Sou sino dos sete povos,nas torres de São Miguel;

Sou sino dos sete povos,nas torres de São Miguel;


Sou velho Uruguai, batismo de muita lança e fuzil

De longas melenas brancas,ora manso,ora hostil

Pedaço do céu tranqueando entra argentina e Brasil;

Pedaço do céu tranqueando entra Argentina e Brasil;

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