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As Marcas da Dor

Shirley Carvalhaes

rakel 7 Shirley Carvalhaes As Marcas da Dor

A cruz no chão, ao seu lado o carrasco martelo na mão

Olhando os pregos e a multidão sentiu grande vazio no seu coração

Pegaram o Mestre, deitaram sobre a cruz, abriram seus braços, não viram sua luz

Juntaram seus pés chamaram o carrasco e ele se achegou, e ao lado do Mestre se abaixou

E o martelo subiu, subiu, subiu... Sobre os pregos desceu, desceu, desceu...

E bateu, bateu, bateu, bateu, bateu

Ergueram a cruz, lá estava pregado do mundo a Luz

Nenhum gemido sequer soltou, todos viram em seu rosto a marca da dor

Seu sangue jorrava batendo no chão, viu em todos os homens a ingratidão

Mas não se irou, pediu ao Pai perdão e o Pai perdoou, entregou seu Espírito e chorou

Sua cabeça tombou, tombou, tombou... sobre o peito caiu, caiu, caiu...

E morreu, morreu, morreu, morreu, morreu

Tudo silêncio, nem as aves cantavam nenhum som se ouvia

Maria olhou, a tumba vazia. Mas ninguém se lembrou que era o terceiro dia

A tampa do túmulo estava caída, meu Mestre já tinha voltado à vida

"Onde está o meu mestre" - gritava Maria, "quem O escondeu"?

Uma voz conhecida se fez ouvir: O que procuras Maria?

Eis-me aqui, eis-me aqui! Ao teu lado estou, estou, estou!

Estou vivo, estou vivo, estou vivo, estou vivo, vivo estou!

O ritmo é de bolero. Você pode arranjar melhor com metais ou com o teclado.
Não lembro como é a introdução, sei que é com strings. Improvisa e ficará bom.
Que Deus te abençoe!

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