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Maldição

Ana Moura

pviscaino 11 Ana Moura Maldição
[Intro]


Que destino, ou maldição

Manda em nós, meu coração?

Um do outro assim perdido

Somos dois gritos calados

Dois fados desencontrados

Dois amantes desunidos

Somos dois gritos calados

Dois fados desencontrados

Dois amantes desunidos


Por ti sofro e vou morrendo

Não te encontro, nem te entendo

Amo e odeio sem razão

Coração, quando te cansas

Das nossas mortas esperanças

Quando paras, coração?

Coração, quando te cansas

Das nossas mortas esperanças

Quando paras, coração?


Nesta luta, esta agonia

Canto e choro de alegria

Sou feliz e desgraçada

Que sina a tua, meu peito

Que nunca estás satisfeito

Que dás tudo e não tens nada

Que sina a tua, meu peito

Que nunca estás satisfeito

Que dás tudo e não tens nada


Na gelada solidão

Que tu me dás coração

Não há vida nem há morte

É lucidez, desatino

De ler no próprio destino

Sem poder mudar-lhe a sorte

É lucidez, desatino

De ler no próprio destino

Sem poder mudar-lhe a sorte

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