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Estrela de Peão

César Passarinho

podak 30 César Passarinho Estrela de Peão

Tenho a própria confidência do meu campeiro sossego

Vou ao trote do azulego, esfriando um sonho lindo

De quem já ficou dormindo, numa cama de pelego

De quem já ficou dormindo, numa cama de pelego


Assisto a quincha celeste, nesta veemência bordada

Igual a chita anilada, cheia de estrelas amarelas

Lençol feito por ela, onde me espera calada


(A Dalva pastorejando a cisma da hora preta

Como deitar na baeta de uma nuvem que recua

E vai pousando na lua como estranha borboleta

Como estranha borbole....eta.)


Aquela estrela enxaguada No remanso do infinito

Parece que escuta o grito Desta noite a se perder

E brinca de se esconder deixando rastro bonito

E brinca de se esconder deixando rastro bonito


Minhas estrelas de ferro me trazem a voz macia

De planos e fantasias, das orações conjugais

Que medem lindos finais, para um rancho de alegria


(A Dalva pastorejando a cisma da hora preta

Como deitar na baeta de uma nuvem que recua

E vai pousando na lua como estranha borboleta

Como estranha borbole....eta.)

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