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De Ontem

Liniker e os Caramelows

walter1967 13 Liniker e os Caramelows De Ontem
[Intro]





De ontem, quando cê abriu a porta

Do elevador da casa sua

Foi como se eu estivesse nua e inteira,

Camuflada nas retinas do teu olhar

Coisa de bicho, olhos de Lua

E a sua íris crua na memória fotográfica

Que não me pesa guardar para lembrar naquele depois

Que eu fico comigo


Pensando e pensando como se eu fosse um umbigo miúdo e redondo

Apenas compondo versos e mais versos pra te cantar aos ouvidos


Pensando e pensando como se eu fosse um umbigo miúdo e redondo

Apenas compondo versos e mais


Teu porteiro me trata íntima, já não me acha visita

Tenho rubros sinais de sossego que explodem dos dedos

A cada sete que eu aperto de perto


Teu porteiro me trata íntima, já não me acha visita

Tenho rubros sinais de sossego que explodem dos dedos

A cada sete que eu


Deserto de sereia, teceremos uma teia, no beijo meu mar

Deserto de sereia, teceremos uma teia no beijo

Deserto de sereia, teceremos uma teia

Deserto de sereia, teceremos uma teia, no beijo meu mar

Me sambe no carnaval

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