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A Enxada e a Caneta

Lourenço e Lourival

forest 27 Lourenço e Lourival A Enxada e a Caneta
[Intro]

Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão

Encontrou-se com uma enxada, fazendo a plantação

A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação

Mas a caneta soberba não quis pegar sua mão

E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão?


Disse a caneta pra enxada não vem perto de mim, não

Você está suja de terra, de terra suja do chão

Sabe com quem está falando, veja sua posição

E não se esqueça a distância da nossa separação


Eu sou a caneta dourada que escreve nos tabelião

Eu escrevo pros governos as leis da constituição

Escrevi em papel de linho, pros ricaços e barão

Só ando na mão dos mestres, dos homens de posição


A enxada respondeu: de fato eu vivo no chão

Pra poder dar o que comer e vestir o seu patrão

Eu vim no mundo primeiro quase no tempo de Adão

Se não fosse o meu sustento não tinha instrução


Vai-te caneta orgulhosa, vergonha da geração

A tua alta nobreza não passa de pretensão

Você diz que escreve tudo, tem uma coisa que não

É a palavra bonita que se chama.... educação!

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