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Noite

Marcelo Nova

Blackout (1991) tony 2,853 Marcelo Nova Noite

Intro:


O vento chega, sopra seco e afiado vem batendo tão pesado

Quer nocautear a noite

dos quartos saem gemidos disfarçados e arranha-céus desesperados

apontam pra barriga da noite

Noite talvez pelo seu tamanho me faz sentir um corpo estranho

Não lhe posso pertencer

Noite eu lhe adoro e lhe detesto, mas me conformo com seu resto

O dia que vai nascer,

Carros possuem olhos sempre acesos atropelam qualquer medo

Buzinando nos ouvidos da noite

Mendigos com seus passos vagabundos de remorsos tão profundos

cospem na cara da noite

Noite talvez pelo seu tamanho me faz sentir um corpo estranho

Não lhe posso pertencer

Noite eu lhe adoro e lhe detesto, mas me conformo com seu resto

O dia que vai nascer
solo:

Gritos cortam o peito do silencio murmúrios de nervos tão

Tensos ecoam na calada da noite

Prostitutas de insônia atrevida Como corujas escondidas

embaixo das saias da noite

Noite talvez pelo seu tamanho me faz sentir um corpo estranho

Não lhe posso pertencer

Noite eu lhe adoro e lhe detesto, mas me conformo com seu resto

O dia que vai nascer

Chuva de água mole em pedra dura viaja em nuvens tão escura

Urinando na boca da noite

Cães vadios rosnam por sua fatia e vingam sua hidrofobia

Mordendo as pernas da noite

Noite talvez pelo seu tamanho me faz sentir um corpo estranho

Não lhe posso pertencer

Noite eu lhe adoro e lhe detesto, mas me conformo com seu resto

O dia que vai nascer

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