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Boêmio Demodê

Nelson Gonçalves

Galeo 33 Nelson Gonçalves Boêmio Demodê

Vou fazer uma seresta

Moderninha como o quem

Misturar os tratamentos

Juntar o "tu" com "você"

Eu não quero que me chamem

Um boêmio demodé.


Com acordes dissonantes

Sem marquise, sem calçada

Sem vulto de mulher amada

Na penumbra do balcão

Seresta ultramoderna

Sem viola e violão


Minha seresta

Nâo terá pinga na rua

Não terá luar nem Lua

e nem lampião de gás

Porque a lua

Nestes tempos agitados

Já não é dos namorados

Romantismo não tem maís


Minha seresta

Nesta era espacial

Vai-se tomar imortal

Na voz daquele ou daquela

Minha seresta

Vai ganhar placa de bronze

Pois nem mesmo a Apollo 11

É mais moderno que ela.

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