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Cheiro de Galpão

Os Monarcas

albano 4 Os Monarcas Cheiro de Galpão
Intro:


Esta vaneira tem um cheiro de galpão

Que reascende meu olfato de guri

É pai-de-fogo da memória dos fogões

Essência bugra que me trouxe até aqui


Essa vaneira tem um cheiro chimarrão

De seiva xucra derramada no braseiro

Quando a fumaça do angico se mistura
C (Bis)
Com um odor de figueirilha no palheiro

( )


Esta vaneira tem um que de quero mais

Que reativa o paladar que já foi meu

Relembra a rapa da panela que furou

E no cantinho da memória se perdeu


Esta vaneira tem sabor de araçá

Jabuticaba, guabiroba, ariticum

Por isto lembro o tempo bueno de piá
C (Bis)
Enlambuzado de pitanga e guabijú

( )


Esta vaneira tem um dom de reviver

Fazer as cores que o tempo desbotou

Sentir as formas que o tato esqueceu

E ser de novo o que eu fui e já não sou


Esta vaneira tem um que de nostalgia

Que traz de volta o romantismo do cantor

Revigorando um coração que endureceu
C (Bis)
E não queria mais ouvir falar de amor

( )

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