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Ana Razão

SeuZé

julitaltorres 127 SeuZé Ana Razão

De tudo sabia um pouco

Do todo sabia nada

Sempre idolatrava o novo

Mesmo desatualizada

Da língua pouco sabia

De nada tinha certeza

Mas as suas pernas tinham

Retórica que era uma beleza

Ela parecia feliz

Era tudo o que sempre quis

Pros livros que carregava

Não previa muito apreço

Livros que pouco informavam

Além de uma cor pro cabelo

Livros que nada traziam

Além de odor de suvaco

Pois quase nunca saiam

Da caixa ou debaixo do braço

O seu dicionário era em vão

Nunca decifrara razão

Da noite era companheira

Onde houvesse gente, estava

Carros, homens, bebedeira

Onde houvesse drinque, amava

E quando o sol anunciava

O raiar de um novo dia

Já sem fôlego lembrava

Que há muito não dormia

Que a felicidade era em vão

Nunca decifrara o que quis

Ela se sentia feliz

E jurava ter a razão...

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