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O Ébrio

Vicente Celestino

Crvega2001 5 Vicente Celestino O Ébrio



Tornei-me um ébrio, na bebida busco esquecer/ Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou

Apedrejado pelas ruas, vivo a sofrer/ Não tenho lar, e nem parentes, tudo terminou

Só nas tabernas é que encontro o meu abrigo/ Cada colega de infortúnio é um grande amigo

Que embora tenham como eu seus sofrimentos/ Me aconselham e aliviam os meus tormentos


Já fui feliz e recebido com nobreza até/ Nadava em ouro e tinha alcova de cetim

E a cada passo um grande amigo em que depunha fé/ E nos parentes . . . confiava sim . . .

E hoje ao ver-me na miséria, tudo vejo então/ O falso lar que amava, e que a chorar deixei

Cada parente, cada amigo era um ladrão. Me abandonaram e roubaram o que amei.


Falsos amigos, eu vos peço, imploro a chorar / Quando eu morrer a minha campa nenhuma inscrição

Deixai que os vermes pouco a pouco venham terminar / Este ébrio triste, este triste coração

Quero somente que na campa em que eu repousar/ Os ébrios loucos como eu venham depositar

Os seus segredos ao meu derradeiro abrigo/ E suas lágrimas de dor ao peito amigo

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