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Vampiros

Zeca Afonso

Cinthia 41 Zeca Afonso Vampiros
Introdução:


No céu cinzento, sob o astro mudo

Batendo as asas p la noite calada

Vêm em bandos com pés veludo

Chupar o sangue fresco da manada




Se alguém se engana com seu ar sisudo

E lhes franqueia as portas à chegada

Eles comem tudo, eles comem tudo

Eles comem tudo E não deixam nada {Bis}




A toda a parte Chegam os vampiros

Poisam nos prédios, Poisam nas calçadas

Trazem no ventre despojos antigos

Mas nada os prende às vidas acabadas




São os mordomos do universo todo

Senhores à força, mandadores sem lei

Enchem as tulhas, bebem vinho novo

Dançam a ronda no pinhal do rei



Eles comem tudo Eles comem tudo

Eles comem tudo E não deixam nada {Bis}




No chão do medo Tombam os vencidos

Ouvem-se os gritos na noite abafada

Jazem nos fossos vítimas dum credo

E não se esgota O sangue da manada




Se alguém se engana Com seu ar sisudo

E lhes franqueia As portas à chegada


Eles comem tudo Eles comem tudo

Eles comem tudo E não deixam nada {Bis}


Eles comem tudo Eles comem tudo

Eles comem tudo E não deixam nada {Bis}




Eles comem tudo Eles comem tudo

Eles comem tudo E não deixam nada {4 vezes}

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