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Milonga

Pedro Ortaça

hanna 6 Pedro Ortaça Milonga
[Intro]


Me batizaram milonga, pampeana por sobrenome

Que céu a dentro se some e campo a fora se alonga

Cadência que se prolonga sem data de nascimento

Das catedrais do relento, pajé feiticeiro monge

Meu som foi parido longe, nos alambrados do vento

Me escutaram San Martín, Osório, Bento, Rivera
Mas é a pampeana bandeira que hasteio dentro de mim
Ânsia ameríndia, clarim de um hemisfério que berra
Ao som da enúbia, de guerra, cordiona e bumbo legüero
Nasci minuano e pampeiro num bordoneio de terra


De tanto andar em patriadas, nas três yestas campesinas

Trago manojos de crinas, de entreveros e potreadas

E nas cordas afinadas da guitarra chimarrona

Enredei muita sinhá-dona com promessas de namoro

Transando catres de couro com prima, quarta e bordona


De cada estrela que apago, guardo o último lampejo

Nesse gauderiar andejo de cruzar de pago em pago

E assim nesse trago-a-trago de payadas e repontes

Eu sempre retorno às fontes e a noite sempre me agarra

Bordoneando uma guitarra, presa entre dois horizontes

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