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Madrugada

Shana Müller

rafa 8 Shana Müller Madrugada

Os fletes campeiros pastando ao luar

Refugo meu catre pra sorver nuances

Que a noite pintou na barra do dia

Quando nasce o pampa a inspirar romances.


O sol vem ao tranco no lombo de um ruano

E a noite lobuna se faz madrugada

Os mates e prosas se fazem silêncio

Enquanto se encilha, pra outra jornada.

Refrão:


Tinido de espora, rangido de bastos

E bater de cascos se fazem poesia

Cavalos e homens se tornam centauros

Na pátria gaúcha ao raiar outro dia.


Um zaino escarceia atirando o freio

Se faz haragana uma potra bragada

Que ao sentir as cosca do laço nos tentos

Bufou contra o vento pedindo bolada.


Ritual que faz parte da vida de campo

Porém só conhece quem cedo levanta

E sai campo afora com o sol na garupa

E traz a querência nos versos que canta.

Refrão:


Tinido de espora, rangido de bastos

E bater de cascos se fazem poesia

Cavalos e homens se tornam centauros

Na pátria gaúcha ao raiar outro dia

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