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Matança

Xangai

Abels 2,124 Xangai Matança
Intro:


Cipó caboclo tá subindo na virola

Chegou a hora do pinheiro balançar

Sentir o cheiro do mato da imburana

Descansar morrer de sono na sombra da barriguda


De nada vale tanto esforço do meu canto

Prá nosso espanto tanta mata ah já vão matar

Tal Mata Atlântica é a próxima Amazônica

Arvoredos seculares impossível replantar


Que triste sina teve Cedro nosso primo

Desde menino que nem gosto de falar

Depois de tanto sofrimento seu destino

Virou tamborete, mesa, cadeira, balcão de bar


Quem por acaso ouviu falar da Sucupira

Parece até mentira que o Jacarandá

Antes de virar poltrona, porta, armário

Moro no dicionário vida eterna milenar


Quem hoje é vivo corre perigo

E os inimigos do verde da sombra o ar

Que se respira e a clorofila

Das matas virgens destruídas vão lembrar

Que quando chegar a hora é certo que não demora

Não chame Nossa Senhora só quem pode nos salvar


É Caviúna, Cerejeira, Baraúna, Imbuia, Pau-d arco,

Solva, Juazeiro e Jatobá

Gonçalo Alves, Paraíba, Itaúba, Louro, Ipê, Paracaúba,

Peroba, Maçaranduba

Carvalho, Mogno, Canela, Imbuzeiro, Catuaba, Janaúba, Aroeira, Araribá

Pau-ferro, Angico, Amargoso, Gameleira, Andiroba, Copaíba, Pau-Brasil, Jequitibá
( Repitir do início e cantar o Final )


Quem hoje é vivo, corre periiiiiguuuu ( Final )

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