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Coplas Prá Um Dia de Chuva

César Oliveira e Rogério Melo

marianomartinez 11 César Oliveira e Rogério Melo Coplas Prá Um Dia de Chuva

O vento norte trouxe a chuva no cabresto

Chuva batida rolando no chão bagual

Veio pra terra feito uma égua chucra

Que não conhece a serventia do buçal.


É num dia assim que se remenda arreios

Se trança cordas num ritual sagrado

E se volta para dentro desse mesmo

Na quietude de um galpão enfumaçado

E se volta para dentro desse mesmo

Na quietude de um galpão enfumaçado.


/A água vai levando as folhas soltas

Por pequenas corredeiras feito um barco

Os quero-queros gritando em contraponto

A canção da saparia lá no charco.

(Intro)


A cerração nos olhos encurta a distância

A mão do vento guitarreia estranhos sons

não se vê canhadas nem mesmo esses trevais

que o gado manso vem buscar nos dias bons.


Nestas horas se tira tentos das loncas

não hay nenhum movimento de encilha

mangos e esporas dormem em ganchos toscos

dia de folga pra os cavalos da tropilha.


Se mateia quieto pra chover pra dentro

pra encher de paz o açude do coração

é um regalo um dia assim de chuva

pra quem tem a alma aquerenciada num galpão

é um regalo um dia assim de chuva

pra quem tem a alma aquerenciada num galpão


Os quero-queros gritando em contraponto

A canção da saparia lá no charco..

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