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Junto a Balcão do Bolicho

César Oliveira e Rogério Melo

Tavo 21 César Oliveira e Rogério Melo Junto a Balcão do Bolicho
(intro)

São tuas garras e a tua boca
Depois de um top na cola
E um picaço lunarejo

Redomoneado a capricho

Tô de folga, hoje é domingo

E uma ansiedade me açanha

Pra golpear um trago de canha

Junto ao Balcão do Bolicho


De longe se escuta o canto

Da minha parella de esporas

Que nunca perde o compasso

Pois nenhuma se distrai

Meu sombreiro de aba larga

Quebrado nas duas pontas

Faz um não se dar de conta

Se este xucro vem ou vai


Chego embalando o picaço

E apeio junto ao palanque

Ali desato o bocal

E com jeito afroxo os arreios

Ao despacito enveredo

Bombeando a porta do toldo

Pois ontem pagaram o soldo

E hoje eu tô com o jardeio

(intro)


Com um Buenas saludo a todos
O bulicheiro já sabe
Que eu venho com a goela seca

Só tenteando um talagaço

Assim proseando com a indiada

Me perco entre um trago e outro

Mas me acho se escuto o sopro

Das ventas do meu picaço


Me pergunta o Catuçaba

O que é feito do Junico?

Lhe respondo que tá velho

Mas não desaba o chapéu

Esses dias inté me disse

Que tempo grande parceiro

E que os dois são companheiros

Desde os tempos de quartel


Se vai a tarde num tranco

E o sol se rebolca inteiro

Junto as barras que se somem

Do fundo do firmamento

E eu já meio relampeado

Pago a conta e me despeço

Acomodando o regresso

Pra estância que é o meu sustento

(coro)

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