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No Cantar Das Nazarenas

César Oliveira e Rogério Melo

Ines 12 César Oliveira e Rogério Melo No Cantar Das Nazarenas



Quando as rosetas se agarram no sovaco de um matungo

Eu tiro a sorte aragana pra bailar neste surungo

E ?se vâmo" dando volta num despraiado de mundo


Um potro que esconde a cara é coisa braba ?a la pucha"

Posso até não ser ginete mas sou mimoso das bruxas

Fui batizado ?a lo largo" na velha doma gaúcha


Por mim que despenque o tempo em pedra, trovão e raio

Rodada quanto mais feia não tem problema, que eu saio

Arrastando as nazarenas com guizos no papagaio


(Canta, canta nazarena na cantilena de campo

Que os cavalos que eu encilho têm olhos de pirilampos Bis

E andam de cacho quebrado donde a china prende o grampo)
Int.

No cantar das nazarenas eu toco a vida por diante

Tironeando meu destino no repecho e no lançante

Embora a sorte me traia e o amor ande distante


Quem vive a lida campeira e faz da doma um ofício

Nunca refuga bolada nem esquece os compromissos

Pra bagual que corcoveia espora, mango e serviço


Quem passa o tempo domando arrocinando tropilhas

De certo um dia se amansa no santo altar da família

E as nazarenas ?descansa" num cepo de curunilha
( ) Int.

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