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A Moda Martim Fierro

Luiz Marenco

Diego2020 352 Luiz Marenco A Moda Martim Fierro
Intr/: D A/C# Bm G A7 Bm A D D/F# A/E Bm G A7 Bm A D


Aqui me ponho a cantar ao compasso da guitarra

Que o índio que se desgarra nunca mais pode parar

Viver é contrapontear na tristeza onde se atola

Sem jamais pedir esmola, nem carinho nem perdão

Pois abrindo o coração é que o guasca se consola

Int.

De adonde venho ? respondo, sou da pampa e do varzedo

Guri criado sem medo de cobra de marimbondo

Eu sei que o mundo é redondo no seu arrodear sem fim

Índio pobre e mesmo assim me alimento com meu canto

Tantos são donos de tanto ninguém é dono de mim

Int.

?Talvez por ser prisioneiro das ânsias e rebeldias

De andar as noites e os dias rondando como tropeiro

Talvez por ser guitarreiro criado sem protocolo

Desde que mamei no colo da mama bugra campeira

Trago a alma prisioneira das coisas que vêm do solo!"


Enquanto houver um paisano que pondeie uma guitarra

Enquanto houver uma garra no lombo dum orelhano

Enquanto houver um pampeano guardando o sagrado estilo

Eu hei de seguir tranqüilo, sem galopear ? não me apuro

Porque quanto mais escuro mais claro é o canto do grilo

Int.

E quando me for indiada não quero mágoa nem choro

Não vai fazer falta um touro, há tantos nessa invernada

Um ? Deus te salve! Mais nada, quando souberem: morreu

Já podem saber - que eu que esbanjei tantos carinhos

Ando a campear nos caminhos o que eu quis ser e não deu!

Int.

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