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Um Vistaço Na Tropa

Luiz Marenco

soniarios 661 Luiz Marenco Um Vistaço Na Tropa



Botei um vistaço na tropa em reponte

Bombeei o horizonte de um verso campeiro

O gado tranqueando o Rio Grande no passo

No casco o compasso do gateado-oveiro


A manga de chuva ponteou na divisa

Silueta de um poncho, se abriu sobre o anca

E lá como eu, uma garça solita

Figura no céu uma cruz de asas brancas


(Eu trago uma pátria no par das esporas

Templada de estrelas colhidas no sul

E outra rangindo por sobre a carona

Firmando o sustento de um bom paysandú


Com léguas de estrada no aboio do gado

O tempo bem sabe que eu tenho fronteiras

E os ventos guapeiam no meu campomar

Galpão que é meu poncho, sem cor de bandeira)
Int.

Até a estampa encardida da tarde

Ganhou olhos de maio e cismou a empeçar

Pois se agranda a vontade de pasto pra tropa

De mate, cambona e desencilhar


Avisto a estância nas léguas que faltam

Imagino o angico campeando nas brasas

Fogueando a saudade com a paz do galpão

E a alma da gente, se sente nas casas
( )

Eu trago uma pátria no par das esporas...

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