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Alma De Estância e Querência

Luiz Marenco

rangel 11 Luiz Marenco Alma De Estância e Querência
[Intro]



E|2345|
B||
G|2345|
D||
A||
E||


Da gadaria faz silhueta a madrugada

Das quatro quadras da invernada do branquilho

Rodeio grande saltou cedo a peonada

Levando a lua da cabeça do lombilho


A mim me toca reponta o fundo do campo

Na hora santa em que a manhã tira o seu véu

Levo na testa do gateado a última estrela

Que aquerenciada não quiz mais voltar pra o céu


E o meu cavalo que "lhe gusta" ouvir um silvido

Olha comprido e põe tenência nas orelhas

Enchergo o gado e o assobio sai tão sentido

Que acende o sol num gravatá crista vermelha


E o meu cavalo que "lhe gusta" ouvir um silvido

Olha comprido e põe tenência nas orelhas

Enchergo o gado e o assobio sai tão sentido

Que acende o sol num gravatá crista vermelha

( )


O boi compreende o chamado da melodia

E a gadaria pisoteia o Santa Fé

Chegam no passo da restinga, e uma traira

Atira um bote à flor azul de um aguapé


Olhando a ponta que encordoa pra o rodeio

Cresce o anseio de viver nestas lonjuras

Bárbara é a lida no lombo dos arreios

E alma de campo é a bendição destas planuras


Já me disseram que se acabam as invernadas

Que retalhadas marcam o fim dessa existência

Mas trago a essência e a constância de um olho d água

E alma pendoada com tes de querência


Já me disseram que se acabam as invernadas

Que retalhadas marcam fim dessa existência

Mas trago a essência e a constância de um olho d água

E alma pendoada com tes de querência


Mas trago a essência e a constância de um olho d água

E a alma pendoada com tes de querência

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