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Bailes do Boqueirão

Luiz Marenco

gerardosmoog 16 Luiz Marenco Bailes do Boqueirão
Intro:


Nos bailes do boqueirão sem espora ninguém dança

E toda e qualquer lambança se decide no facão

Nos bailes do boqueirão candeeiro de querosene

Gateada, ruiva e morena a gente amansa a tirão


Nos bailes do boqueirão com cordeona de oito baixo

A fêmea que agarra o macho e é proibido carão

Nos bailes do boqueirão não tem de mamãe não gosta

Depois que a chirua encosta só que aparte com facão

Nos bailes do boqueirão)

Intro:


Nos bailes do boqueirão nunca se muda de rima

O mais fraco vai por cima e o mais forte anda no chão

Nos bailes do boqueirão ninguém é dono de china

E o causo sempre termina num sururu de facão

Intro:


Nos bailes do boqueirão quando o candeeiro termina

Apenas o olhar da china serve de iluminação

Nos bailes do boqueirão sempre que dá um tempo feio

O taio de palmo e meio é menor que um beliscão

Intro:

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