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Os Silêncios da Janela do Povoado

Luiz Marenco

leoxk 36 Luiz Marenco Os Silêncios da Janela do Povoado


Intr.: Dm A7 Dm A7 Gm F Em Dm A7 Dm A7 Dm D7 Gm C7 F A7 Dm A7 Dm


Era um fim de dia quieto

Para quem quisesse ouvi-lô

Apesar do céu sangrando

Alguns mateavam tranquilos.

Foi quando cascos nas pedras

E constâncias de esporas

Quebraram o calmo das casas

Chamando olhares pra fora.


Iam adentrando o povoado

Quatro homens bem montados

Três baios de cabos-negros

Bem à direita um gateado.

Ponchos negros sobre os ombros,

Chapéus batidos na face

Silhuetas desconhecidas

Pra qualquer um que olhasse.


Traziam vozes de mandos

Nas suas bocas cerradas

E aparecendo nos ponchos :
: (2x)
Pontas de adagas afiadas. :

Olhavam sempre por perto

Até mirarem um "ranchito"

E sofrenarem os cavalos :
: (2x)
Onde um apeou solito. :

Onde um apeou solito.




Primeiro um rangido fraco

Depois um grito "prendido"

E a intenção da adaga

Tinha mostrado sentido.

E os quatro em seus silêncios

Voltaram no mesmo tranco

Deixando junto a soleira

Vermelho num lenço branco.


Era mais um que ficava

Depois que os quatro partiam

Por certo embaixo dos ponchos

Algum mandado traziam.

Traziam fios de adagas

E silêncios pra entregar...

-era um gateado e três baios

Foi o que deu pra enchergar!!


Ninguém sabe, ninguém viu

Notícias viram depois.
:
Alguém firmava na adaga : (2x)
:
Só não se sabe quem foi.

E o povoado segue o mesmo

Dormindo sempre mais cedo

Dormem ouvindo o silêncio :
: (2x)
E silenciam por medo! :

E silenciam por medo!


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