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A Figueira do Ceceu

Marcelo Oliveira

hectsiqu 281 Marcelo Oliveira A Figueira do Ceceu

O Cecêu por afamado,

Foi montar num aporreado,

Numa festa domingueira

Quando o dia amanheceu

La se foi o Dom Cecêu

Numa estampa de fronteira


Por costume e não por balda

Foi de lenço a meia espalda

E as botas meio pé

O Cecêu por ginetaço,

Assim foi no seu picaço

Assoviando um chamamé.


Com os olhos flamejantes

E o sorriso no semblante

Foi chegando no destino

Pro Cecêu recém chegado

Na igreja do povoado

Pois inté batia o sino


La na estância Cordilheira

O Ceceu por brincadeira

Gineteava de tamanca

E montar calçando espora

Era só mais uma tora

Neste mouro pata branca


De cabaça acaranchado

Parecendo estar cansado

Vinha o mouro trupicando

O Cecêu por pataqüada

Se torceu numa risada

Já na canha se babando

( )

O mulato despachado

Num jeitão agauchado

Foi pra cima deste mouro

Então disse para o povo

"Amanhã volto de novo

e costuro dele o couro?

No primeiro rebencaço

Dando um nó no espinhaço

Que o mulato se clavou

Abriu leiva na carqueja

E na torre da igreja

Foi que o sino badalou


Foi o chão que estremeceu

Pelo tombo do Cecêu

Que custou ficar em pé

Nesta festa domingueira

Foi plantada uma figueira

La pras bandas do Ibaré

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