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Cemitério

Aparecido Galindo

nando630 2 Aparecido Galindo Cemitério

Quis da morte surgir doce perfume

E o encanto deste rosto, no meu canto

Foi tão fértil no solo sem estrume

E regada pelo cristal deste pranto

Caminhei nas escuras ruas

Tropecei em cadáveres sem sono

Para ver nas faces suas

O sorriso do qual eu quis ser dono.

Na escuridão ergui-me bravamente

Sobre muros saltei tão levemente

Para adentrar no intimo do mistério

Perturbei o descanso das coníferas

Para arrancar de cova tão soníferas

Estas flores que colhi num cemitério

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