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Bombacha Preta

César Oliveira e Rogério Melo

sirvilla 13 César Oliveira e Rogério Melo Bombacha Preta

A velha bombacha preta que eu uso

Está russa e desbotada

Ninguém vai acreditar se eu contar

Quantas vezes foi lavada

Se é noite de fandango vou com ela

Se é dia de carreira vou também

Levaria um ano inteiro prá contar

Os remendos que ela tem


Cada favo da bombacha

Representa uma vitória

Os remendos são resquiços de saudade

Que carrego na memória


A velha bombacha preta que eu uso

Nos fundilhos desbotou

Das esfregas do suor da potrada

Que este quera já domou

A velha bombacha preta que eu uso

No joelho está furada

De servir de cavalinho pros piás

E alguma china mimada



Cada favo da bombacha

Representa uma vitória

Os remendos são resquiços de saudade

Que carrego na memória


A velha bombacha preta eu comparo

Com a minha própria vida

Estropeado pelos anos vou seguindo

Sempre de cabeça erguida

A bombacha desbotou e tem remendos

Estou velho e enrugado pela idade

De lutar pelos mesmos ideais

Paz, amor e liberdade.



Cada favo da bombacha

Representa uma vitória

Os remendos são resquiços de saudade

Que carrego na memória

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