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Campeiros

César Oliveira e Rogério Melo

JosafathOS 8 César Oliveira e Rogério Melo Campeiros




Olha a mangueira cavalo ecoa lá do potreiro

Vem se trompando matreiros sobre o charco do barral

Encostam encontros na forma roncando vento e virilha

Até que toda tropilha mete a cara no buçal


Graxa pingando na brasa ronco de mate e cambona

E tilintar de choronas lavrando o chão do galpão

O movimento da encilha deixa a cuscada latindo

E eu adelgaço meu pingo no abraço do cinchão


(Quatro galhos bem atados lá na grimpa do sabugo

Que eu sou de pecha refugo contra a estronca da porteira

Depois de bem estrivado sobre os esteios dos loros

Solto um silbido sonoro pra minha escolta ovelheira)
Int.
"É em direção ao rodeio que se laça terneiro novo
E eu não aprendi no povo esta ciência campeira
Ando sovando cavalo, curtindo o couro do basto
Bolqueando rastro de casco benzendo peste e bicheira?


Saio ao tranquito pro campo assobiando uma toada

Mirando a estampa encarnada do horizonte fronteiro

A barbela com o coscorro duetam com maestria

Regendo uma sinfonia no aço branco do freio


Aparto a vaca com cria é um mandamento pampeiro

Que a precisão de campeiro ta no punho e na armada

Num pealo de sobre-lombo abro pra fora o picaço

E o terneiro tá no laço e a vaca com a cachorrada
( ) Int.

Final:

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