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Entreo o Galpão e a Mangueira

César Oliveira e Rogério Melo

CHITOYMOSA2508 10 César Oliveira e Rogério Melo Entreo o Galpão e a Mangueira

Tanta "cosa" aquí se passa

uma conversa parcera

uma costura bem feita

ponteando uma corda chata


Um truco bem orelhado

pra os ressábios de um "embido"

e a bendição da cachaça

na volta de algum bolicho


A poeira das invernadas

que vem nas patas dos bois,

a vóz antiga do avô

na sombra dessas ramadas


É no palanque cravado

que a alma da curunilha

estira alma de um potro

bem antes de uma "rendilha"

estira alma de um potro

bem antes de uma "rendilha"


É na soltada do gado

que se impacienta meu mouro

aliviando a porteira

pra os "causo" de algum estouro


Tanta milonga que vem

ao repensar minha raça

ao reencontrar meu sinuelos

junto ao fogão e a fumaça


As vezes alguma estrela

lacrimejando um recuerdo

recria a copla perdida

que eu esqueci em mim mesmo


Ou na alegria tamanha

nos olhos do meu overo

que espicha a alma de "perro"

do catre junto aos arreios


Tristeza aqui eu assumo

sempre assumi bem "jujada"

deixo no mais que se renda

aos feitiços da guitarra


Entre o galpão e a mangueira

a vida é bugra e enfeitiça,

e retempera os aprontes

pras investidas da lida

e retempera os aprontes

pras investidas da lida

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