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Calavera

Leonel Gomez

miguelvp03 7 Leonel Gomez Calavera
Int: Em B7 Em E7 Am Em B7 Em B7 Em B7 Em

a adaga no rumo certo

donde pulsa o sangrador,

não há espaço pra dor

e a sangria se apresenta

no calor rubro que aquenta

o grito do desaforo,

que a honra de um índio touro

na prateada se sustenta!


calavera! foi o grito,

no ranchito de má fama,

dos pingo atado nas trama

ficou uma baia lunanca,

com o poncho por riba d anca

que muito serviu de abrigo

pra o maula que foi ferido

de morte, por arma branca!


comércio de tava e truco
canha branca e china pobre
a donde se jogam uns cobre
toreando a volta da sorte... DECLAMADO
mas nunca se perde o norte
tampouco se facilita
pensando no que se grita,
pra não se topar com a morte!

SEGUE: Em B7 Em B7 Em B7 Em B7 Am G B7 Em


mas nunca se perde o norte

tampouco se facilita

pensando no que se grita,

pra não se topar com a morte!

Int: Em B7 Em E7 Am Em B7 Em B7 Em B7 Em

o corpo no chão de saibro

e o baralho sobre a mesa...

foi a falta de destreza

e o grito de desacato,

que mataram o mulato

nesta carpeta frontera,

pois, todos são calavera,

mas nenhum carrega o fato!


depois chegaram os milico

e o pançudo comissário,

souberam por comentário

e a história, nem que não queira

se quedo por verdadeira

resumida ao chão batido

- que um maula tinha morrido,

na adaga d um calavera!

- que um maula tinha morrido,

na adaga d um calavera

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