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Acalambrado

Leonel Gomez

copo 24 Leonel Gomez Acalambrado

O brazino rompe o laço

Que já vinha com três tentos,

E um outro corta o espaço

No rumo, que é um pensamento..

Na cincha toda a perícia,

No golpe todo o cuidado;

De que sabe busca a volta

Das voltas do acalambrado...

Coloreia a vista o brazino

Berra de alma agachada,

Firme raiz de querência

Nas quatro patas estaquiadas...

Se veio d outra invernada


Ponta de vaca, enlotado

Agora parou rodeio.

Junto ao molho, acalambrado...

Garrão de touro sangrando

Na fúria da cachorrada...

Cincha e trança de laço

Brazão de pampa, a mirada!

Saca de pronto, paysano

Ponta de adaga afiada,

O touro salta pra diante

Na sangria assinalada...

Talvez o ritual campeiro

De xucra sabedoria,

Sentir o cheiro da morte

Que coloreia a sangria...

Se vem o touro berrando

Força de laço e eguada,

E o campo desacalambra

N outra orelha assinalada...

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